terça-feira, 4 de outubro de 2011

SOLTO ENTREVISTA ANA CAROLINA

Os fãs de Ana Carolina que forem ao Teatro Riachuelo quinta-feira (29) vão sair de lá com um sorriso de orelha a orelha. A cantora e compositora mineira disse em entrevista ao Solto na Cidade que no show vai cantar todos os grandes sucessos de sua carreira. Ela falou ainda sobre fama, seu selo de discos, sexualidade e artes plásticas. Confira.

Solto na Cidade - O que preparou para o encontro com o público potiguar?

Ana Carolina - É um show que reúne os maiores sucessos da minha carreira, um show para fazer o público feliz! E ainda tenho as minhas surpresas na manga, rs.
Solto na Cidade - Pretende trazer a Natal a exposição Ensaio de Cores?

Ana Carolina - Tomara que sim. Acabei de registrá-lo [o show] em CD e DVD, para lançamento ainda este ano. Ensaio de Cores é um show que eu gosto demais, ele traz uma exposição onde apresento pela primeira vez minhas telas. Divido o palco com três mulheres e musicistas muito especiais: Délia Fischer, Grettel Paganini e Lanlan. Além do show, eu exponho minhas telas no foyer dos teatros, e parte da receita da venda destas telas é revertida à ADJ, Associação de Diabetes Juvenil, entidade baseada em SP que apoio há 4 anos e que faz um trabalho incrível de esclarecimento e educação sobre o Diabetes. Se os potiguares quiserem, volto a Natal com este show, com o maior prazer.

Solto na Cidade - Você vê relação entre sua música e sua pintura? Pode destacar alguma característica que é comum a ambas?

Ana Carolina - Comecei a pintar para ouvir música, hoje é ao contrário. Escuto música para pintar. Hoje ambas ocupam espaços complementares na minha criação.
Solto na Cidade - O que há de diferente na Ana Carolina de “Quem de nós dois” e a de “Problemas”?

Ana Carolina -  A experiência. É a melhor coisa que um ser humano pode ter, mais nada é importante!

Solto na Cidade - Quando você surgiu no cenário musical brasileiro, há mais de dez anos, já foi com música em novela da Globo. De lá pra cá, tem sido comum ligar a TV nos horários das novelas e ouvir sua voz. Como consegue esse feito e qual o impacto disso, hoje, na carreira de um cantor/ compositor?

Ana Carolina - Não componho pensando em novelas, mas minhas músicas falam de sentimento, de relações, acho que por isso se encaixam nas tramas. A diferença é que elas chegam ao público muito rápido.

Solto na Cidade - Ser descrita como uma artista “comercial” te incomoda?

Ana Carolina - Comercial é diferente de Popular. O  meu trabalho toca muito perto as pessoas - o que é muito bom. O aspecto "comercial" é na verdade fruto desta sintonia. Mas o meu trabalho tem outros caminhos, outros matizes ... é só ouvir meus discos. Em 2006, eu lancei um CD falando especificamente sobre isto: Dois Quartos - que tinha o CD Quarto (mais pop) e o CD Quartinho, com minhas experimentações.

Solto na Cidade - Como encara a fama?

Ana Carolina - Com tranquilidade. Sei onde piso e como posso levar minha vida como quero.

Solto na Cidade - Por que lançar um selo quando muitos já não acreditam no mercado fonográfico?

Ana Carolina - É dificil responder esta pergunta, porque os parâmetros mudaram demais. Prefiro focar minha atenção na produção musical e nos novos canais de distribuição desta produção. Foi acreditando nisto que apostei em um selo, que traz como primeiro produto não um disco meu, o CD 7752 da Chiara Civello, uma cantora e compositora italiana incrível. Pode conferir!
Solto na Cidade - Você coloca o título de cantora e compositora sempre antes de qualquer outro. Não a incomoda ver sua sexualidade sendo posta em primeiro plano às vezes, como quando foi capa da Veja na época em que declarou ser bissexual?

Ana Carolina - A minha bandeira é a música, mas um dos motivos do qual tenho me orgulhado de ser brasileira é viver numa sociedade que respeita as diferenças.
Solto na Cidade - Está mais do que claro que sexo deixou de ser um tabu pra você. Como lida com outros temas “difíceis”, como drogas e morte, por exemplo? Fala abertamente sobre eles?

Ana Carolina - Quando, e SE necessário.


FONTE: Solto da Cidade.

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