quinta-feira, 19 de maio de 2011

UMA FERA CHAMADA ANA CAROLINA

Por Marcos Salles


Charmosa, sedutora, encantadora e com um ritmo à flor da pele. Eu poderia estar escrevendo sobre uma rainha de bateria, mas desta vez saio do samba e vou para um show no Vivo Rio, aqui ao lado, no Aterro do Flamengo. No palco uma das maiores cantoras brasileiras e que merece todos os elogios por passar a cada espectador um charme, uma sedução e um encanto sem igual. Assim é o furacão mineiro chamado Ana Carolina. Não é novidade que ela canta muito. Porém, no show Ensaio de Cores as novidades começam no hall da casa de shows, onde ficam expostas telas pintadas pela própria cantora. A renda da venda é revertida para a Associação dos Diabéticos, uma vez que Ana também é diabética.

E as novidades continuam entre os músicos que acompanham Ana Carolina nesta nova tournée, que já passou por outras capitais. E aí, sou obrigado a me repetir, pois o charme, a sedução, o encanto e o ritmo, unidos com muito talento seguem nas três mulheres que dividem o palco com ela: a premiada tecladista Délia Fischer, a revelação da música erudita Gretel Paganini no cello e a exímia percussionista Lanlan. Um trio impecável. Elas tiram onda a cada nota e são um capítulo a parte no show. Gretel, por exemplo, fica no trilho que vai se movendo e, em determinado momento do show está lá na frente. Lanlan, Gretel e Délia formam uma roda de violões com a patroa Ana e ainda mandam bem como vocalistas em outro momento do show,

Ah, e tem também muitas imagens no telão no fundo do palco. Das telas aos quadrinhos "Amar é...". Lembra destes quadrinhos, que eram publicados no Jornal O Globo. Ainda são? Ih, não lembro. Vê e me diz.

Em meio aos aplausos e o coro de fãs em sucessos como Carvão, Cabide, Garganta, Quem de Nós Dois, Eu Comi a Madona, Pra Rua Me Levar e É Isso Aí, os já famosos gritos também são ouvidos, como: "linda", "maravilhosa", "absurda", "você não existe". As fãs deliram com cada detalhe do show dirigido pela própria cantora. E aí, é Ana Carolina no baixo, cantando Azul, de Djavan. Ou num duelo de pandeiros de couro com Lanlan. Enquanto Ana conduz o instrumento que adora, Lanlan vai cortando nas batidas de partido alto. Pra finalizar a cantora ritmista ainda toca no seu pandeiro e no de Lanlan ao mesmo tempo como se fosse um único instrumento.

Após o show até parece que ela não volta para o bis. Ninguém arreda o pé do lugar. Mas é claro que Ana volta e, para provocar, com a toalhinha branca que acabara de enxugar o rosto nas mãos. Na beira do palco, inúmeros celulares e máquinas digitais e mãos ávidas pelo toque da estrela, que aparece. E, no final, para que fique exatamente claro a idolatria dos seguidores de Ana Carolina, só mesmo os versinhos "puta que o pariu/é a melhor cantora do Brasil..."

FONTE: Blog Lá na Lapa. 

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