segunda-feira, 30 de maio de 2011

PINTOU UM SHOW

Com um repertório que fala de cores e artes plásticas, Ana Carolina revela faceta pouco conhecida por seu público no espetáculo que traz hoje a Florianópolis.


POR RENÉ MÜLLER

De volta aos palcos catarinenses, Ana Carolina revela uma outra faceta, a de artista plástica. Junto com o show, o projeto "Ensaio de Cores" apresenta ao público de Florianópolis as telas pintadas pela cantora e compositora. A apresentação será hoje, ás 22h, no Floripa Music Hall.

O show é uma realização da RBS Eventos e Orth Produções, com promoção do Diário Catarinense 25 anos. As obras da artista, que vão estar em exposição na área do mezanino do Floripa Music Hall, também estão à venda. Parte da renda com as pinturas vai para a Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), uma entidade sem fins lucrativos que se dedica a disseminar conhecimento sobre diabetes. Há quatro anos, a artista - que descobriu - se diabética aos 16 - apoia as atividades da organização.

Sua pintura é abstrata, independente da cor. Mas as cores mobilizaram a montagem do repertório. Composições próprias mesclam - se ás músicas de outros. Uma das canções que entraram por esse critério "cromático" foi  Rai das Cores de Caetano Veloso. Outra é Azul, de Djavan - essa, em arranjo para voz e baixo pilotado também pela cantora. Há  As Telas e Elas e ainda Carvão, que fala de pintura e também explicita a ligação entre as telas e a música.

Se surpreende saber que Ana Carolina é pintora, não deixa de surpreender também a relação entre seus dois lados artísticos. Há músicas que tornaram - se telas. Quando gravava o CD Estampado (2003), pintou uma obra para cada música do álbum.

- Me sentia muito aliviada com aquilo. Era uma maneira de aliviar o lado musical, pois era um disco emocionalmente difícil. Era aquela coisa de estar concentrada no estúdio, escutando muito a música no processo de gravação - confessa.

Mas Ensaio de Cores não se resume à ligação entre música e pintura. Há uma versão para  Todas Elas Juntas Num Só Ser, música de Lenine e Carlos Rennó que sempre impressiona pela longa letra, um elogio às mulheres. E o show é feminino: além da cantora, são mais três mulheres no palco. Uma delas é a pianista Délia Fischer, uma das instrumentistas mais renomadas do país. Outra, a violoncelista Gretel Paganini, nova revelação da música erudita. Na percussão e bateria, Lanlan, que já integrou as bandas de Marisa Monte, Cássia Eller e hoje está na Moinho.

Parceria com Edu Krieger

Da safra de novíssimas composições, Ana Carolina apresenta Pra Tomar Três, samba bem - humorado que criou com o novo parceiro de composição Edu Krieger.

- É uma brincadeira com os bebuns - antecipa.

Apesar de dar um espaço para Ana como intérprete de outros compositores, há seus próprios sucessos. Um momento poderoso é o medley que reúne Claridade, Só Fala em Mim, Pra Rua Me Levar e Força Estranha.

- Claridade é um momento especial. Eu nunca tinha tocado antes nos shows, mas sempre foi muito pedida. Na rua, nas conversas, sempre manifestavam o desejo de vê - la ao vivo. Resolvi incluir no repertório - conta.

Agende - se
O quê: show e exposição Ensaio de Cores, de Ana Carolina
Onde: Floripa Music Hall (Rua Henrique Valgas, 113, Centro de Florianópolis)
Quando: hoje, ás 22h (casa abre ás 21h)
Ingressos: área vip - mezanino R$ 120 (R$ 108 para assinantes Clube DC), camarote R$ 160, mesas setor B R$160 (R$ 135 Clube DC), pista R$110 (R$ 99 Clube DC). Á venda no site Blueticket.

FONTE: Diário Catarinense.

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